Longevidade Saudável

CONSENSOS DO COLÉGIO BRASILEIRO DE MEDICINA ANTI-ENVELHECIMENTO E LONGEVIDADE

Consenso #8 Prescrição de Hormônios por múltiplas especialidades Médicas

Após criteriosa revisão da literatura científica, discussões com médicos representantes de todos os continentes e discussões entre médicos brasileiros, todos profissionais versados e adequadamente qualificados em utilizar e prescrever hormônios em seres humanos com a finalidade primária de promoção da saúde e, ainda, em total consonância com os preceitos e guidelines da International Hormone Society, da World Society of Anti-Aging Medicine, da American Academy of Anti-Aging Medicine, do American Board of Anti-Aging e da European Society of Anti-Aging Medicine nós, médicos membros do grupo de consenso do Colégio Brasileiro de Medicina Antienvelhecimento e Longevidade e do Grupo Longevidade Saudável, concluímos já existir um sólido conjunto de evidências clínicas, científicas e teóricas que permitem a expansão do direito e do dever dos médicos de outras especialidades distintas da endocrinologia  lançarem mão da prescrição criteriosa e controlada de hormônios para seres humanos.

Inexiste qualquer evidência, justificativa ou argumentação científica que dê suporte, base ou sustentação ao argumento de que apenas endocrinologistas são capazes de prescrever hormônios. Na realidade, limitar o direito de prescrever hormônios apenas aos endocrinologistas restringe de maneira inaceitável o sagrado direito do médico exercer medicina, além de trazer afeitos adversos importantes à saúde das pessoas que estão envelhecendo em deficiência hormonal, uma vez que hormônios são mensageiros químicos absolutamente indispensáveis ao perfeito funcionamento de todas as células, tecidos e sistemas orgânicos e sua deficiência no corpo humano encontra-se diretamente atrelada a uma vastíssima gama de efeitos deletérios à saúde humana.

Tratar pessoas através da reposição e modulação hormonal, deveria ser uma disciplina de base em todas as escolas médicas, tão básica quanto o ensino da clínica médica, cirurgia, pediatria e ginecologia.

Além do mais, o limitado número de endocrinologistas existentes é insuficiente para atender à crescente demanda mundial de pessoas envelhecendo e vivendo um período cada vez maior de tempo padecendo de múltiplas deficiências hormonais.

Este cenário torna não só necessário quanto imperativo que o médico de qualquer especialidade seja potencialmente versado e capacitado a empregar e prescrever hormônios em seres humanos.

Julgamos serem critérios necessários ao tratamento hormonal fora do escopo da endocrinologia:

  • O paciente deve ser portador de pelo menos uma deficiência hormonal que necessite de pronta correção.
  • O médico deve ter preparo técnico e experiência no tratamento de deficiências hormonais.

O desenvolvimento de competências específicas para a prescrição de hormônios por médicos, pode ser atingida através dos seguintes métodos:

  • Treinamento adicional ou suplementar no tratamento de deficiências hormonais com médicos qualificados através de preceptoria, cursos de especialização, pós-graduação ou cursos introdutórios, confirmados por emissão de certificados ou diplomas.
  • Comparecimento a seminários, cursos de reciclagem, conferências ou congressos que versem sobre as várias formas de terapias hormonais, confirmados por emissão de certificados, diplomas ou programas de créditos em educação médica continuada.
  • Experiência clínica direta na utilização das várias formas de reposição hormonal, verificáveis através da analise direta dos prontuários ou registros médicos daqueles pacientes.
  • Aprovação em exames escritos ou orais na área de endocrinologia ou hormonioterapia.
  • Experiência como palestrante ou ministrante de cursos, conferências, congressos, seminários, workshops ou palestras  em que a reposição ou modulação hormonal sejam os temas centrais.
  • Tenha publicações em que a reposição ou modulação hormonal sejam os temas centrais.

Os médicos devem preencher pelo menos dois dos pré-requisitos acima. Médicos que não atendam a estes critérios não devem envolver-se com o tratamento, reposição ou modulação hormonais.
A posição dos endocrinologistas tradicionais: A maior parte dos endocrinologistas acaba por sub-especializar-se no tratamento do diabetes, obesidade ou tireóide. Como regra geral, os endocrinologistas não costumam ter experiência direta ou utilização de outras formas de hormonioterapia. Citamos como exemplo o fato de que os ginecologistas são os primeiros a promover o tratamento de reposição hormonal da menopausa, enquanto que os urologistas são os primeiros a envolverem-se com o tratamento de reposição da andropausa. No cômputo geral, acaba sendo fácil constatar que a utilização das várias formas de reposição e modulação hormonal é uma rotina muito pouco utilizada pela medicina convencional.

Desta forma e com o intuito de expandir e familiarizar a medicina tradicional com o uso dos hormônios, nós recomendamos que os próprios endocrinologistas recebam treinamento adicional e complementar no sentido de tornarem-se aptos a promover as formas de tratamento de reposição e modulação hormonal às quais estejam pouco ou não familiarizados. Desta forma, estes poderão também prestar uma importante ajuda a médicos de outras especialidades em prover efetivos e eficazes tratamentos para as outras deficiências hormonais. O endocrinologista moderno deve ter a consciência de, após ter sido adequadamente treinado em modulação hormonal, assumir o papel de um verdadeiro consultor e conselheiro em todas as formas de hormonioterapia.

CONCLUSÃO DO CONSENSO:

Com base na literatura científica atual, inexistem quaisquer justificativas plausíveis que contra-indiquem ou desestimulem o tratamento de reposição com melatonina em adultos com baixos níveis. Ao contrário, uma vasta base de dados e evidências dão suporte e validam o seu emprego em indivíduos com deficiência e com baixos níveis, submetendo-os a um programa regular de acompanhamento médico.

 

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