Longevidade Saudável
CONSENSOS DO COLÉGIO BRASILEIRO DE MEDICINA ANTI-ENVELHECIMENTO E LONGEVIDADE
Consenso #7 Reposição Hormonal na Melatopausa
Após criteriosa revisão da literatura científica, discussões com médicos representantes de todos os continentes e discussões entre médicos brasileiros, todos profissionais versados e adequadamente qualificados em utilizar e prescrever hormônios em seres humanos com a finalidade primária de promoção da saúde e, ainda, em total consonância com os preceitos e guidelines da International Hormone Society, da World Society of Anti-Aging Medicine, da American Academy of Anti-Aging Medicine, do American Board of Anti-Aging e da European Society of Anti-Aging Medicine nós, médicos membros do grupo de consenso do Colégio Brasileiro de Medicina Antienvelhecimento e Longevidade e do Grupo Longevidade Saudável, concluímos ter chegado o momento de considerar o tratamento da deficiência de melatonina em adultos.
Até o presente momento, nenhuma sociedade médica convencional no mundo reconheceu a necessidade e a importância de tratar a deficiência da glândula pineal através da reposição de melatonina.
Como é de costume quando se trata do assunto reposição hormonal, a controvérsia também não foge à regra na reposição de melatonina. Para algumas escolas constitui-se em um hormônio essencial, com importantes repercussões para a saúde humana. Já para outras escolas, não passa de um placebo sem qualquer importância clínica. Em contraste com esta controvérsia, existe uma unanimidade completa acerca da segurança e importância da reposição de melatonina entre pesquisadores renomados e médicos ao redor de todo o mundo que acumularam vasta experiência no uso e aplicações clínicas deste hormônio em seres humanos. A melatonina tem se mostrado tão segura, que até o presente momento não foi possível determinar os limites de doses tóxicas para humanos e para animais. Doses extremamente elevadas tem sido utilizadas em experimentos com animais com o intuito de estabelecer aqueles níveis, sem que se consiga produzir efeitos danosos ou mesmo a morte dos animais.
Após exaustiva revisão da literatura e troca de experiências entre grupos versados no emprego clínico da melatonina, o que se pode concluir é que a sua reposição é capaz de produzir consistentes e significativos benefícios à saúde humana. Os efeitos mais notórios são observados na qualidade do sono, controle do Jet Lag, varredura de radicais livres, metabolismo da glicose, ossos, sistema cardiovascular, metabolismo cerebral, melhora do perfil lipídico e manutenção da ciclicidade e responsividade dos receptores celulares para hormônio anabólicos.
Foram revistos mais de 200 estudos sobre o uso de melatonina e o sono, sendo que a quase totalidade dos mesmos ( 98,6%) deixa evidente uma notória melhora da qualidade do sono, por ser a melatonina capaz de encurtar o tempo de indução do sono, encurtar o início da fase REM do sono profundo e provocar um relaxamento muscular e nervoso através da estimulação do sistema parassimpático. O conjunto destas ações facilita o sono e melhora a sua qualidade, além de contribuir diretamente para o processo de reparo e recuperação metabólica ao longo do período de permanência no sono.
Com base na literatura e experiência mundial atuais, inexistem quaisquer justificativas plausíveis de ordem científica ou médica que contra-indiquem ou desestimulem o tratamento de reposição com melatonina. Sua segurança e eficácia clínica são motivos mais do que suficientes para ressegurar às autoridades de saúde a validade e aceitação do seu uso, desde de que tal seja feito sob criteriosa prescrição e supervisão médica.
As doses terapêuticas situam-se entre 100 microgramas e 5 miligramas. Lembramos que a melatonina pode reduzir a atividade do cortisol, de modo que, em casos de fadiga adrenal crônica deve-se iniciar o tratamento com doses menores e também corrigir a deficiência de cortisol de forma concomitante.
Na opinião deste grupo,os seguintes argumentos dão suporte e fundamentam o tratamento de reposição de melatonina em adultos:
- Melatonina é uma substância natural ao organismo humano e sua presença e abundante, principalmente no período noturno.
- Melatonina está completamente adaptada ao corpo humano.
- Melatonina exerce uma multiplicidade de benefícios na manutenção da saúde física e mental, bem como contra o desenvolvimento das doenças degenerativas da velhice.
- Melatonina é segura.
- Melatonina tem custo acessível.
O diagnóstico da deficiência de melatonina é baseado em critérios essencialmente clínicos. Pode-se, entretanto, em casos que se façam necessários, recorrer à dosagem da excreção em urina de 24 horas da 6-sulfatoxi-melatonina, principal metabólito da melatonina, como parâmetro diagnóstico laboratorial.
CONCLUSÃO DO CONSENSO:
Com base na literatura científica atual, inexistem quaisquer justificativas plausíveis que contra-indiquem ou desestimulem o tratamento de reposição com melatonina em adultos com baixos níveis. Ao contrário, uma vasta base de dados e evidências dão suporte e validam o seu emprego em indivíduos com deficiência e com baixos níveis, submetendo-os a um programa regular de acompanhamento médico.
Veja outros Consensos:
- Consenso #1: Reposição Hormonal na Menopausa
- Consenso #2: Reposição Hormonal na Andropausa
- Consenso #3: Reposição Hormonal na Somatopausa
- Consenso #4: Reposição Hormonal na Tireopausa
- Consenso #5: Reposição Hormonal na Adrenopausa
- Consenso #6: Reposição de Cortisol na Fadiga Adrenal
- Consenso #8: Prescrição de Hormônios por múltiplas especialidades Médicas

